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Athletico garante volta à Série A com recorde de investimento e novo esquema

Por Redação FutCAP em 31/12/2025 15:24

O Athletico Paranaense encerrou sua jornada na Série B com a sensação de dever cumprido, garantindo não apenas o retorno à elite do futebol brasileiro, mas também o vice-campeonato da competição. O desfecho positivo é fruto de uma recuperação impressionante no segundo turno, onde o aproveitamento atingiu a marca de 70,2%. Sob o comando de Odair Hellmann, a equipe somou 12 triunfos e apenas três derrotas na reta final, consolidando uma estabilidade que parecia distante nos primeiros meses do ano.

Essa ascensão foi sustentada por uma postura agressiva da diretoria durante a janela de transferências de inverno. O clube não poupou recursos para qualificar o grupo, realizando a maior operação financeira de sua história para contratar o atacante Kevin Viveros. O investimento de R$ 27,4 milhões mostrou-se acertado, visto que o atleta colombiano se tornou a principal referência ofensiva, balançando as redes em momentos cruciais da campanha nacional.

Investimento histórico e o impacto dos novos reforços

A reformulação do elenco entre julho e agosto foi o divisor de águas para as pretensões do Furacão. Além da chegada de Viveros, o departamento de futebol buscou nomes que assumiram a titularidade de imediato, como o zagueiro Carlos Terán e o lateral Benavídez. Embora nem todos os reforços tenham tido o mesmo êxito ? casos de Aguirre e Élan Ricardo ?, a espinha dorsal montada no meio do ano deu o suporte necessário para a arrancada final.

Jogador Origem Valor do Investimento Estatísticas/Status
Kevin Viveros Atlético Nacional R$ 27,4 milhões 10 gols em 25 jogos
Benavídez Mercado Não informado Titular absoluto
Carlos Terán Mercado Não informado Titular absoluto
Mendoza Mercado Não informado Titular absoluto

A performance de Viveros merece destaque especial pela sua eficiência como visitante. Dos seus nove gols marcados na Série B, a grande maioria ocorreu fora de Curitiba, suprindo uma carência crônica de gols que o time apresentava anteriormente. Esse desempenho individual foi fundamental para que o Athletico suportasse a pressão de atuar longe de seus domínios na busca pelo G-4.

A metamorfose tática promovida por Odair Hellmann

No campo estratégico, Odair Hellmann demonstrou coragem ao implementar mudanças profundas no posicionamento de peças-chave. A decisão mais impactante foi o recuo de Zapelli. O jogador, originalmente um meia de criação, passou a atuar como segundo volante. A alteração potencializou a saída de bola e conferiu um novo equilíbrio técnico ao setor de meio-campo, permitindo que o camisa 10 tivesse maior influência no ritmo de jogo da equipe.

Paralelamente aos ajustes táticos, o treinador abriu espaço para talentos da base que oxigenaram o elenco . O defensor Arthur Dias e o atacante Leozinho ganharam minutos importantes e responderam com dinamismo, provando que as soluções caseiras eram necessárias para complementar os altos investimentos externos. Mesmo durante um período de sete partidas sem vitórias, a manutenção do trabalho de Odair pela cúpula atleticana foi o que permitiu a colheita dos resultados no returno.

Na Copa do Brasil, o time também demonstrou evolução competitiva. Após superar o São Paulo e alcançar as oitavas de final, o Athletico acabou eliminado pelo Corinthians, mas a postura em campo já indicava que a equipe havia subido de patamar técnico após as modificações internas e os reforços de peso.

O rastro de erros e o aprendizado no primeiro semestre

Para entender o sucesso final, é preciso recordar o cenário de instabilidade que assolou o clube no início da temporada. O planejamento inicial sofreu um duro golpe com a eliminação precoce no Campeonato Paranaense. A derrota por 3 a 0 para o Maringá, em plena Arena da Baixada, expôs fragilidades que a diretoria tentou ignorar ao manter Maurício Barbieri no cargo por mais tempo do que o desempenho recomendava.

A queda de Barbieri ocorreu somente após a sexta rodada da Série B, motivada por uma goleada sofrida diante do Botafogo-SP em casa. O período de transição contou com João Correia, do sub-20, antes da chegada de Odair Hellmann em maio. Naquele momento, o Athletico ocupava uma posição intermediária e demonstrava dificuldades em se aproximar do pelotão de frente, evidenciando que apenas a troca de comando não seria suficiente sem uma mudança drástica no perfil do plantel.

O acesso e o vice-campeonato, portanto, não apagam os equívocos de gestão do primeiro trimestre, mas servem como prova de que o Athletico possui capacidade financeira e técnica para corrigir rotas. A reconstrução exigiu paciência com o treinador e ousadia no mercado, elementos que, quando combinados, devolveram o Furacão ao seu devido lugar no cenário nacional.

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