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Athletico-PR precisa vender Zapelli por R$ 38 milhões para não perder dinheiro

Por Redação FutCAP em 19/08/2026 18:00

A engenharia financeira por trás dos direitos econômicos de Bruno Zapelli coloca a diretoria do Athletico-PR em uma situação complexa. Adquirido junto ao Belgrano em 2023, o meio-campista argentino custou cerca de 3,6 milhões de dólares (aproximadamente R$ 19 milhões na cotação atual). No entanto, o Furacão detém apenas 50% do passe do atleta, o que altera drasticamente a matemática para uma futura transferência.

Para que o clube consiga reaver puramente o montante investido na época, o jogador de 24 anos precisa ser negociado por, no mínimo, US$ 7,3 milhões (cerca de R$ 38 milhões). Qualquer transação abaixo desse patamar representará um saldo nominal negativo para os cofres rubro-negros, já que metade do valor total da venda será repassada aos parceiros que detêm a outra fração dos direitos do atleta.

Se o Athletico-PR aceitasse uma proposta de R$ 19 milhões atualmente, por exemplo, receberia apenas R$ 9,5 milhões de forma líquida. Esse cenário evidencia o risco financeiro assumido na contratação de um jovem talento que, no momento, encontra-se em um período de desvalorização no elenco profissional.

Entenda os números da operação financeira de Zapelli

Aspecto Financeiro Valor em Moeda Estrangeira Valor em Reais (Aprox.)
Investimento Inicial (50% dos direitos) US$ 3,6 milhões R$ 19 milhões
Pedida Inicial de Petraglia 15 milhões de euros R$ 89 milhões
Mínimo para recuperar investimento (100%) US$ 7,3 milhões R$ 38 milhões

A realidade atual contrasta drasticamente com o planejamento inicial da cúpula atleticana. O presidente Mario Celso Petraglia estipulou, em momentos de maior otimismo, uma pedida de 15 milhões de euros (cerca de R$ 89 milhões) para liberar o camisa 10. A expectativa interna era de uma valorização meteórica que gerasse lucros expressivos para a instituição.

Contudo, o desempenho esportivo recente não acompanhou as projeções financeiras. Zapelli perdeu espaço na equipe titular, passou a enfrentar forte concorrência em sua posição no meio-campo e, consequentemente, viu seu valor de mercado estagnar. Diante disso, o próprio atleta passou a enxergar com bons olhos uma transferência para o futebol europeu na tentativa de retomar o protagonismo na carreira.

Histórico de propostas recusadas e interesse do Real Oviedo

O assédio do mercado externo não é novidade no CT do Caju. Em março de 2026, o Galatasaray, da Turquia, tentou a contratação do meia argentino, mas as tratativas não prosperaram devido à postura rígida da diretoria paranaense. Recentemente, o Racing, da Argentina, também realizou consultas formais para entender a viabilidade de um retorno do jogador ao seu país natal.

Vale destacar que Zapelli demonstrou comprometimento com o projeto do Furacão em momentos delicados. Mesmo após o rebaixamento da equipe para a Série B, o meio-campista optou por permanecer em Curitiba e rejeitou propostas de saída para auxiliar o clube na campanha de retorno à elite nacional. Contudo, o cenário em 2026 se mostra desgastado, culminando nas negociações atuais com o Real Oviedo, da Espanha.

O desafio da gestão rubro-negra agora reside em encontrar um equilíbrio entre a necessidade de negociar um atleta que perdeu espaço e a obrigação de não registrar prejuízo financeiro em uma das contratações mais caras da história recente do clube.

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