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Como Odair Hellmann transformou o ataque do Athletico-PR

Por Redação FutCAP em 04/08/2026 13:12

A vitória por 2 a 0 sobre o Vitória, no confronto de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, revelou um Athletico-PR taticamente mais maduro e imprevisível. O triunfo foi construído através de jogadas coletivas ensaiadas, que culminaram em gols dos jovens meio-campistas João Cruz e Dudu, formados nas categorias de base do CT do Caju. Esse desempenho recente aponta para um repertório ofensivo que vai além das individualidades.

Autor do Gol Origem da Jogada Participação de Viveros
João Cruz Início com Santos, transição pela direita com Gilberto, Jadson e Leozinho Atração da marcação na área
Dudu Lançamento de Kerwin Vargas, rebote recuperado por Viveros Assistência decisiva para o gol

Jogadas ensaiadas e repertório coletivo decidem na Copa do Brasil

O primeiro gol do Furacão exemplificou perfeitamente o trabalho coletivo projetado pela comissão técnica. A construção iniciou-se nos pés do goleiro Santos, transitando pelo setor defensivo e progredindo pela ala direita com passes rápidos entre Gilberto, Jadson e Leozinho, até servir João Cruz na entrada da grande área para uma finalização precisa. Esse mecanismo tático foi exaustivamente repetido nas atividades preparatórias anteriores ao duelo.

O comandante do Athletico-PR expressou sua satisfação ao ver o planejamento de treino se materializar com perfeição durante a partida competitiva:

"Ontem a gente trabalhou os movimentos e quando encaixa, é aquele orgulho que você tem, felicidade que você tem. Porque você trabalha tanto, pensa tanto, estuda tanto e às vezes as coisas no campo de jogo não acontecem."

A consolidação desse modelo associativo também ficou evidente no segundo gol. Após um passe em profundidade de Kerwin Vargas direcionado ao centroavante colombiano Kevin Viveros, a defesa adversária tentou o corte, mas o próprio camisa 9 recuperou a posse e serviu Dudu, que infiltrou livre para finalizar. Esse lance demonstra que o Athletico-PR passou a preencher o último terço do campo com mais atletas, oferecendo suporte ao centroavante em vez de isolá-lo.

Odair Hellmann decifra novas estratégias dos adversários

Para viabilizar essa mudança de postura, o treinador do Furacão precisou encontrar alternativas táticas após identificar que os rivais mapearam o estilo de jogo da equipe. No começo da temporada, o Athletico-PR encontrava facilidade para acionar transições rápidas devido à postura defensiva adiantada dos oponentes. Contudo, o sucesso inicial obrigou os adversários a adotarem uma postura mais cautelosa.

O técnico detalhou esse processo de adaptação na entrevista coletiva pós-jogo:

"A gente trabalha, melhorou muito e precisa continuar porque os adversários estão mudando a forma de nos marcar. Os adversários no início do campeonato nos pressionavam alto, deixavam mais as costas, deixavam mais liberdade. Agora os adversários já estão baixando um pouquinho mais o bloco e já estão botando um jogador a mais para defender profundidade."

Diante de blocos defensivos mais baixos, que limitavam o espaço para as arrancadas de Kevin Viveros, a solução encontrada foi aproximar os meio-campistas e estabelecer triangulações nas pontas para desestabilizar as linhas de marcação rivais.

A evolução do Athletico-PR rumo ao fim da dependência de Viveros

Essa nova dinâmica de movimentação ofensiva permitiu ao Athletico-PR reduzir a dependência que mantinha sobre o faro de gol de Kevin Viveros. Se nas primeiras rodadas do ano o atacante era o único responsável por definir as partidas, o cenário atual mostra um grupo capaz de diluir a responsabilidade de balançar as redes entre diferentes setores do campo.

Para consolidar essa engrenagem, Odair Hellmann destacou a importância de variar os caminhos até o gol adversário:

"Então nós temos que criar alternativas com os jogadores que a gente tem à disposição no grupo, para que a gente tenha uma progressão também através desse jogo associativo de pontas, balançando para o lado da bola, fazendo movimento para o lado contrário e para esse jogo foi muito trabalhado, foi muito treinado."

Com essa evolução coletiva, o Furacão ganha em imprevisibilidade e dificulta o trabalho dos sistemas defensivos adversários. A diversificação dos artilheiros e a chegada constante de meias na área consolidam o planejamento tático projetado pela comissão técnica desde o período de intertemporada.

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Thiago

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Comentado em 04/08/2026 14:44 Agora tem meia chegando, aí complica pros rivais rsrs

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