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Petraglia barra Corinthians e bastidores de venda no Athletico-PR são revelados
Por Redação FutCAP em 19/08/2026 18:36
As relações comerciais no futebol brasileiro frequentemente expõem os bastidores estratégicos das diretorias. No Athletico-PR, a postura rígida do presidente Mario Celso Petraglia ditou os rumos de negociações importantes recentemente. O mandatário rubro-negro chegou a travar a vinda do zagueiro Cacá para evitar que o Corinthians abatesse valores de uma pendência financeira existente. Essa precaução com os paulistas tem histórico, originada na venda do meio-campista Alex Santana, transação na qual o clube do Parque São Jorge foi acusado de inadimplência pelo Furacão.
Esse cenário de desconfiança mútua ajuda a explicar decisões anteriores que pareciam puramente técnicas. O volante Erick, peça fundamental no elenco paranaense por temporadas, esteve muito perto de vestir a camisa corintiana em 2024. No entanto, o negócio foi sumariamente vetado pela cúpula do Athletico-PR, gerando insatisfação no estafe do atleta e abrindo um debate sobre a saúde financeira das transações entre as equipes nacionais.
Para entender a dimensão dos valores recusados pelo Athletico-PR antes de finalmente negociar o jogador com o Bahia, gerido pelo Grupo City, confira o comparativo das propostas apresentadas pelo volante de acordo com as revelações dos bastidores:
| Interessado | Valor Ofertado (Euros) | Status da Negociação |
|---|---|---|
| Corinthians (1ª Proposta) | 5,0 milhões | Recusada por Petraglia |
| Corinthians (2ª Proposta) | 6,0 milhões | Recusada por Petraglia |
| Bahia (Grupo City) | 5,5 milhões | Aceita (Venda concretizada) |
A desconfiança financeira de Mario Celso Petraglia com o Corinthians
A recusa de uma oferta que alcançou a casa dos 6 milhões de euros (aproximadamente R$ 32,7 milhões na conversão da época) surpreendeu o mercado. O empresário do atleta, Miguel Calluf, detalhou que a inflexibilidade do presidente atleticano estava diretamente ligada à falta de garantias de pagamento por parte do Corinthians. Em entrevista recente, o agente expôs a forma direta como o dirigente conduziu a situação.
?Para negociar com ele não é fácil. Vieram várias propostas. Corinthians teve. E ele: ?Não, não vou vender, não vou vender, não vou vender?. Não é não. Um dia eu liguei pra ele, ele: ?Já falei com você, Miguel, não vou realizar a operação?. E desligou na minha cara. Ele é assim?
A insistência da equipe paulista mexeu com o lado psicológico de Erick e de seus familiares, que viam na transferência uma grande oportunidade de carreira. Apesar do desejo do jogador, Petraglia se manteve irredutível, optando por estender o vínculo contratual do volante e mantê-lo no elenco para o restante da temporada, postergando sua saída.
A transferência de Erick para o Grupo City após o rebaixamento
O desfecho da trajetória de Erick no Athletico-PR ocorreu após o descenso da equipe para a Série B do Campeonato Brasileiro. Com a necessidade de readequação do elenco , o volante acabou negociado com o Bahia por 5,5 milhões de euros (cerca de R$ 34,6 milhões na cotação daquele período). A transação foi vista com excelentes olhos pela diretoria rubro-negra devido à liquidez financeira do comprador.
A segurança de receber o valor integral pesou decisivamente para que o negócio fosse fechado com o conglomerado estrangeiro que administra a SAF baiana. Calluf relembrou as palavras de Petraglia ao justificar a escolha pelo parceiro comercial mais confiável para o caixa do Athletico-PR.
?Aí depois acabou realizando a operação pro City, que foi uma boa. Ele falou: ?Miguel, o Corinthians não vai me pagar.? E realmente, ?vai me pagar a primeira e não vai pagar o resto?. O City me paga. Foi um grande negócio?
A postura rígida de Petraglia, embora criticada por travar o desejo imediato de atletas, mostra-se um pilar de sobrevivência financeira em um mercado inflacionado e repleto de inadimplências. A recusa em negociar com o Corinthians, que posteriormente se confirmou problemática em outros acordos, evidencia que o planejamento de caixa do Athletico-PR prioriza a liquidez imediata em detrimento de promessas de pagamento parceladas que raramente se sustentam.
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